Crise econômica, desemprego, queda de renda. A sequência de eventos trágicos que empobrecem o Brasil rouba saúde do país e dos indivíduos de maneira perversa. A inadimplência, uma dor moral difícil de curar, está longe de ser a única sofrida pelos brasileiros em uma pandemia de tantas perdas materiais e emocionais.
Em entrevista à coluna, o médico Evandro Tinoco Mesquita, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenador da Universidade do Coração da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), ressalta a interdependência entre as condições sociais e econômicas, os agravantes psicoemocionais e as doenças cardiovasculares.
Na quarta onda da pandemia, os problemas de saúde mental e as dificuldades econômicas levam a um crescente adoecimento. “Essa onda ainda não é tão perceptível porque estamos brigando com o repique da covid-19, mas ela já está aí”, diz ele. Fazer bom uso do dinheiro destinado à saúde na esfera pública e privada nunca foi tão importante.





