Saúde do coração em risco

A principal causa de morte no Brasil e no mundo é formada de doenças cardiovasculares. A Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que problemas do grupo cardíaco, como diabetes, hipertensão e arritmia, são responsáveis por cerca de 16% do total de mortes. No Brasil, mais de 356 mil pessoas morreram este ano por alguma doença cardiovascular. Os principais acometimentos identificados são infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, o AVC. Médicos, por isso, se preocupam com os crescentes registros dessas doenças, sobretudo com o advento da pandemia de COVID-19.

Para o médico cardiologista Guilherme Henrique Figueiredo, da Fundação São Francisco Xavier, o enfrentamento do coronavírus exigiu muita cautela no dia a dia do hospital. “Foi um desafio muito grande adequar a estrutura do sistema de saúde para o atendimento de pacientes com Covid sem perder a qualidade de assistência dos pacientes cardiopatas, que precisam de visitas médicas regulares”, diz.
Durante o período crítico da pandemia, os hospitais tiveram que lidar ainda com as ausências de pacientes que estavam em tratamento ou precisavam ser atendidos em exames de rotina. A maioria dos pacientes, por medo da exposição ao vírus, deixou de fazer o controle das suas doenças e a consequência dessas faltas foi o retrocesso do tratamento de muitas pessoas. O médico Vinícius Dourado, especialista em cardiologia da Santa Casa de Belo Horizonte, acompanhou de perto essa realidade. “Com o descontrole da pressão e a falta de acompanhamento adequado, hoje estamos percebendo que os pacientes que chegam ao serviço de urgência chegam bem mais graves, e descontrolados”, diz.


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