Antes de morrer, Fernanda Pires descreveu ao g1 como os cuidados paliativos aliviaram sua trajetória —e por que a PNCP, que deveria ampliar esse acesso, ainda engatinha no Brasil.
Fernanda Cristina Pires não gostava da palavra “fim”. Preferia falar em “encontros”. Professora da rede municipal de São Paulo, dizia que a maternidade começa muito antes do parto — por isso era mãe do Luan “desde sempre”; e, há 26 anos, ocupava com afeto e lealdade o lugar de esposa do Eduardo.
Desde o diagnóstico de câncer de mama, repetia que cada dia era “uma página nova do meu livro” —não um desfecho anunciado, mas um capítulo que ela insistia em escrever com presença, cuidado e alguma esperança.
Em outubro, conversou longamente com o g1. Falou do medo, da coragem, da urgência em viver e do que aprendeu sobre cuidados paliativos — uma abordagem que, segundo ela, “não me impede de viver; ao contrário, me devolve a vida possível”.
Fernanda morreu nesta semana, aos 49 anos. A família autorizou a publicação da entrevista.
Trajetória marcada por reviravoltas e adaptações
“Quando você vive com uma doença que ameaça a vida, cada dia é uma história. E eu tenho pressa de viver.” – Fernanda Pires.






