Preços disparam: como preparar as finanças para atravessar o ano

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2021 em 10,06%, bem acima do teto da meta previsto pelo Banco Central, de 5,25%. Divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (11), este é o maior valor de inflação no Brasil desde 2015.

O IPCA de dezembro de 2021 registrou alta de 0,73%, acima das expectativas de mercado e da projeção do BTG Pactual, que era de 0,64% para o período.

“O resultado foi puxado principalmente pela inflação nos combustíveis”, explica o economista-chefe da casa, Claudio Ferraz.

Com o reajuste no preço anunciado pela Petrobras, na terça-feira, o BTG revisou a projeção para o IPCA de janeiro, passando de 0.42% para 0.46% ao mês.

Para João Beck, da BRA, apesar da alta de 2021, a tendência é que a inflação caia ao longo de 2022. A estação de chuvas deve estabilizar os preços de energia no país e o período eleitoral que se aproxima pode ter um rumo mais moderado do que o esperado.

“A recessão atual gera menor pressão de preços e salários. Os gargalos de oferta de produtos industriais serão menores que os anos anteriores ao passo que a indústria volte a produzir. Além disso, é esperada também uma magnitude menor na alta das commodities e do próprio dólar”, acrescenta Beck.


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