Para evitar travar a economia, BC arrisca descontentar o mercado

A manutenção da taxa básica de juros em 2% nominais ao ano, na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) desta quarta-feira (28) não era motivo de nenhum dúvida. A expectativa estava concentrada nos termos, e mais do que isso, no tom do comunicado emitido no encerramento do encontro. E o tom foi brando, diferentemente do que muitos esperavam.

Por unanimidade, o Copom manteve a taxa básica nos 2% previstos, mas, se reafirmou sua preocupação com instabilidade na área fiscal que novos cortes nos juros poderiam trazer, não se alinhou com os analistas de mercado, ainda deixando uma portinhola aberta para reforçar estímulos monetárias à atividade. “Devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno.”, informa o Copom, no comunicado.

A tendência é que esse desalinhamento se reflita na taxa de juros futuros, que devem voltar a subir. Elas estavam em queda, expressando expectativas de que o BC indicasse uma retomada dos ciclos de alta dos juros já nos primeiros meses de 2021. Isso não aconteceu no encontro desta quarta-feira.

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