Número de mulheres que gerenciam os próprios recursos é cada vez maior

Cursos voltados ao público feminino ensinam a lidar com dinheiro e investimento e ajudam a abrir espaço para elas num campo ainda dominado por homens.

O mercado financeiro ainda é, predominantemente, um ambiente masculino, o que pode ser explicado pela cultura patriarcal, na qual, até poucas décadas atrás, os homens eram os únicos responsáveis pelo sustento e o gerenciamento dos bens da família. Mas, em uma sociedade cada vez mais descolada desses padrões, um número crescente de mulheres tem aprendido a lidar com dinheiro e investimentos. Graças, em grande parte, à facilidade de acesso a informações financeiras na internet.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), a maioria absoluta de investidores pessoas físicas (74,7%) ainda é de homens. Mas a quantidade de mulheres cadastradas nunca foi tão alta. Em 2002, elas eram apenas 15 mil e ficaram abaixo dos 100 mil até 2007, quando atingiu a marca de 112 mil. A partir daí, as investidoras não pararam mais de ocupar espaço no pregão paulista: de 179 mil, em 2018, foram para 388 mil, chegando a 23,1% do total. Em junho último, dos 2,6 milhões de investidores na Bolsa, 648 mil (24,2%) eram mulheres.