Em menos de um terço dos casos, as recomendações de tratamento foram explicitamente vinculadas aos valores declarados pelos pacientes
Um estudo feito em Hong Kong mostrou que em menos de um terço dos casos, as recomendações de tratamento foram explicitamente vinculadas aos valores declarados pelos pacientes. Hong Kong avança rumo à implementação de uma legislação histórica para proteger os desejos das pessoas em relação aos cuidados no fim da vida.
No entanto, ainda existem lacunas significativas nas práticas de comunicação atuais entre médicos, pacientes e familiares.
O novo trabalho, cujas conclusões foram publicadas na revista científica Palliative Medicine, oferece um roteiro para melhorias. A equipe de pesquisa da Faculdade de Medicina LKS da Universidade de Hong Kong (HKUMed) chegou a essa conclusão após testar uma ferramenta desenvolvida para aprimorar as conversas cruciais que envolvem essas decisões.
Chamada “Ferramenta de Avaliação da Comunicação para o Planejamento Antecipado de Cuidados” (ACP-CAT, na sigla em inglês), ela foi utilizada para avaliar 137 consultas médicas reais que facilitaram o planejamento antecipado de cuidados. Essa foi a primeira vez que a ferramenta foi validada em contextos clínicos reais.
Saiba mais: Menos da metade dos médicos respeita os desejos dos pacientes no fim da vida, mostra novo estudo – Folha PE






