CompesaPrev promove Roda de Conversa sobre Prevenção ao Câncer

No dia 20 de agosto, a CompesaPrev em parceria com a Compesa, realizará mais uma edição da sua Roda de Conversa, com foco na prevenção dos cânceres de mama e de útero, doenças que mais acometem as associadas do CompesaSaúde. O evento, que acontece no auditório Jucazinho, na sede da empresa, reforça a importância de buscar conhecimento e adotar práticas de prevenção em qualquer época do ano.

A programação inclui:

  • Aferição de pressão arterial
  • Teste de glicemia
  • Sorteio de brindes

O evento é destinado a  todos os compesianos. Compareça no dia 20 de agosto, às 9h, no prédio da Compesa para participar e cuidar da sua saúde.

Algumas informações que serão abordadas:

Câncer de mama:

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, depois do câncer de pele não melanoma. Embora seja uma doença séria, a boa notícia é que, quando detectado precocemente, as chances de cura são altíssimas. A prevenção e a promoção da saúde são pilares fundamentais na luta contra essa doença.

Fatores de Risco e Como Reduzi-los

Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolver câncer de mama. Alguns são imutáveis, como histórico familiar e idade, mas muitos outros podem ser modificados com hábitos saudáveis.

  • Histórico Familiar e Genética: Ter casos de câncer de mama na família, especialmente em parentes de primeiro grau (mãe, irmã, filha), pode indicar um risco maior. Mutações em genes como BRCA1 e BRCA2 também elevam o risco. Nestes casos, o acompanhamento médico deve ser ainda mais rigoroso.
  • Idade: O risco aumenta com a idade, sendo mais comum em mulheres acima dos 50 anos.
  • Obesidade e Sobrepeso: O excesso de peso, especialmente após a menopausa, está associado a um maior risco de câncer de mama. Manter um peso saudável é crucial.
  • Consumo de Álcool: Mesmo em quantidades moderadas, o consumo regular de álcool pode aumentar o risco. A recomendação é evitar ou limitar o consumo.
  • Sedentarismo: A falta de atividade física contribui para o aumento de peso e outros problemas de saúde, elevando o risco de câncer de mama. Incorpore exercícios na sua rotina!
  • Dieta Não Saudável: Uma alimentação rica em gorduras, açúcares e alimentos processados pode contribuir para o risco. Priorize frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras.
  • Tabagismo: O fumo é um fator de risco conhecido para diversos tipos de câncer, incluindo o de mama. Parar de fumar é uma das melhores decisões para a sua saúde.
  • Terapia de Reposição Hormonal (TRH): O uso prolongado de TRH, especialmente a combinação de estrogênio e progesterona, pode aumentar o risco. Discuta os riscos e benefícios com seu médico.

CÂNCER DE ÚTERO:

O câncer de colo do útero, quase sempre, está ligado à infecção persistente por tipos de Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco. No entanto, outros fatores podem aumentar as chances de uma mulher desenvolver a doença se ela já estiver infectada pelo vírus. Conhecer esses fatores é o primeiro passo para se proteger.

Fatores de Risco Essenciais

  1. Infecção Persistente por HPV: Este é o fator de risco mais importante e o principal motor do câncer de colo do útero. Existem mais de 150 tipos de HPV, mas os tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer cervical. Uma infecção é considerada “persistente” quando o vírus permanece no organismo por um longo período, causando alterações nas células do colo do útero.
  2. Início Precoce da Atividade Sexual: Mulheres que começam a ter relações sexuais muito jovens podem ter maior risco de exposição ao HPV, já que o colo do útero ainda está em desenvolvimento e pode ser mais vulnerável a infecções.
  3. Múltiplos Parceiros Sexuais: Quanto maior o número de parceiros sexuais ao longo da vida (seja da mulher ou de seus parceiros), maior a chance de exposição e reexposição a diferentes tipos de HPV.
  4. Tabagismo: Fumar enfraquece o sistema imunológico, tornando o corpo menos capaz de combater infecções por HPV. Além disso, substâncias tóxicas do tabaco podem ser encontradas no muco cervical e danificar as células do colo do útero.
  5. Imunossupressão: Condições que enfraquecem o sistema imunológico, como infecção por HIV, uso de medicamentos imunossupressores (em casos de transplante, por exemplo) ou outras doenças autoimunes, dificultam que o corpo elimine o HPV, aumentando o risco de infecção persistente e progressão para o câncer.
  6. Uso Prolongado de Contraceptivos Orais: Embora a relação não seja totalmente clara, alguns estudos sugerem que o uso prolongado de pílulas anticoncepcionais (por 5 anos ou mais) pode estar associado a um risco ligeiramente maior de câncer de colo do útero em mulheres com infecção por HPV. Isso pode estar relacionado a alterações hormonais ou a um menor uso de preservativos.
  7. Múltiplas Gestantes: Ter tido várias gestações a termo também é um fator de risco, embora a razão exata não seja totalmente compreendida. Pode estar relacionado a alterações hormonais ou inflamatórias no colo do útero durante a gravidez.