Neste ano, duas regras de transição do INSS ficaram mais exigentes
Desde a reforma da Previdência, aprovada em 2019, a aposentadoria deixou de ser um evento previsível para se tornar um processo em permanente movimento. Não porque o Congresso esteja mudando a lei a cada ano, mas porque a própria Constituição passou a prever regras automáticas de transição, que avançam silenciosamente a cada janeiro. Em 2026, esse mecanismo volta a produzir efeitos concretos para milhares de trabalhadores que acreditavam estar próximos do benefício.
O problema é que essa dinâmica ainda é pouco compreendida. Muitos segurados interpretam o endurecimento anual como uma “nova mudança” nas regras, quando, na verdade, trata-se apenas do cumprimento de um cronograma aprovado há mais de cinco anos. O resultado é frustração, sensação de insegurança jurídica e decisões profissionais mal planejadas.
Neste ano, duas regras de transição do INSS ficaram mais exigentes. A regra da pontuação — que soma idade e tempo de contribuição — elevou o patamar para 93 pontos para mulheres e 103 para homens. Já a regra da idade mínima progressiva acrescentou mais seis meses às exigências, empurrando a aposentadoria para 59 anos e meio (mulheres) e 64 anos e meio (homens), sempre com longos tempos de contribuição. Para professores, a lógica é a mesma: a cada ano, a linha de chegada se afasta um pouco mais.
Saiba mais; A Previdência muda todo ano e quem ignora isso paga o preço – Folha PE






