Vacina contra herpes-zóster: entenda por que Ministério da Saúde decidiu não incorporar dose no SUS

Análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS foi contrária à oferta da vacina devido ao alto custo da dose

O Ministério da Saúde optou por não incorporar a vacina contra herpes-zóster no Sistema Único de Saúde (SUS) após um parecer desfavorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira.

Na análise, a Conitec reconheceu as evidências positivas sobre a eficácia da vacina, mas considerou que o alto valor do imunizante, cujo esquema completo de duas doses pode chegar a R$ 2 mil na rede privada, torna a incorporação “insustentável para uma política de saúde abrangente”.

O pedido analisado, feito pela própria pasta da Saúde, foi para a oferta da vacina a idosos com 80 anos ou mais e imunossuprimidos acima de 18 anos. No relatório, a comissão destaca que o impacto orçamentário foi estimado em R$ 5,2 bilhões em cinco anos para vacinar 1,5 milhão de pessoas ao ano, 6,5 milhões no total, considerando o limite máximo de doses disponíveis pela farmacêutica, a GSK.

Embora o laboratório tenha oferecido ao governo um preço menor do que o praticado no mercado privado, de R$ 403,30 a dose, a Conitec concluiu que seria preciso que o valor chegasse a R$ 75,75 para que a incorporação fosse custo efetiva para o SUS.

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