Assistir vídeos curtos e rápidos pode prejudicar a saúde dos olhos

Estudo feito com jovens adultos na Índia mostra que o hábito de passar muito tempo consumindo esses conteúdos eleva o risco de fadiga ocular

Um estudo realizado na Índia alerta sobre o impacto na saúde ocular do tipo de conteúdo consumido no celular. Ao comparar leitura de e-books, vídeos convencionais e vídeos curtos e dinâmicos populares nas redes sociais, os pesquisadores observaram que esses últimos sobrecarregam mais os olhos, provocando maior oscilação no tamanho da pupila e redução da frequência de piscadas, sinais comuns de fadiga ocular digital.

Publicada no Journal of Eye Movement Research, a pesquisa acompanhou 30 jovens adultos durante uma hora de uso contínuo do smartphone. Os pesquisadores criaram um sistema portátil para medir em tempo real a taxa de piscadas, o intervalo entre elas e o diâmetro da pupila. O equipamento tinha uma câmera infravermelha acoplada a um microprocessador e registrou as alterações oculares sem interferir no uso natural do celular.

Ao longo do experimento, os pesquisadores perceberam que houve queda significativa na taxa de piscadas em todas as atividades analisadas: durante a leitura, ao assistir a vídeos mais longos e ao consumir reels (como são chamados os vídeos curtos no Instagram).

Esse comportamento faz com que os olhos permaneçam abertos por mais tempo, favorecendo o ressecamento e o cansaço visual. Além disso, enquanto o diâmetro da pupila se manteve relativamente estável durante a leitura e os vídeos longos, nos conteúdos curtos e rápidos houve variações mais intensas.

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